Quarta-feira, Agosto 25, 2010

Microsoft anuncia um novo Age of Empires - Online

Essa é para o CLD, um amigo que domina tanto no Age quanto no Travian.

Um dos jogos que mais marcaram minha infância gamer foi o famoso Age of Empires. Quando a minha família adquiriu seu primeiro computador, nos idos de 1998, meus olhinhos brilharam com a possibilidade de rodar games naquele saudoso Pentium 166, cujo processador dourado hoje adorna a porta do meu quarto.



Depois de alugar maravilhas como Star wars Rebel Assaut e Full Throttle, um dos meus amigos me emprestou o Age. Era Age of Empires 2: Age of Kings, um jogo que não só me divertiu como me ensinou muitas coisas, como o fato de não existirem cavalos na américa do norte nativa e que os franceses tem sotaque engraçado quando falam inglês. Com mais de 20 milhões de unidades vendidas, a série se tornou um marco dos computadores e sempre manteve seu foco educativo e competitivo, até hoje.

Naquela época eu não dava a mínima para certas coisas, como por exemplo, quem fazia os jogos. O jogo era feito pela Ensemble, uma das empresas mais promissoras da publicadora Microsoft Games. As pérolas que eles produziam (Age of Empires, Age of Mythology e Halo Wars) eram jóias finamente lapidadas, até que o xbox 360 foi lançado, iniciando a era de lucro da Micro$oft com consoles e as divisões de PC foram abandonadas até que a Ensemble teve que fechar as portas. Chorei nesse dia.

Eis que uma boa notícia ilumina meu dia, durante a Game Developers Conference, a Microsoft anunciou um novo Age, o Age of Empires Online, unindo a clássica jogabilidade da série aos viciantes jogos persistentes de estratégia, tais como o Travian. No jogo, você constrói sua base e monta exércitos, mas depois que você desligar, o jogo vai continuar rodando lá, e você pode produzir materia prima e mais tropas enquanto isso. O jogo se torna assim um exercício infinito de estratégias de defesa e dominação, adquirindo uma capacidade de viciar incrível.

Eu nunca joguei o Travian por causa dos gráficos (que não eram ruins, eram INEXISTENTES), mas acho que com essa adição aos jogos de estratégia persistentes, talvez adote o hábito. Repare nesses vídeos a direção de arte mais cartunesca e a jogabilidade mais rápida do jogo:

Quinta-feira, Março 11, 2010

Old News: Lars von Trier pretende produzir um jogo baseado no seu ultimo filme: O Anticristo.


Você com certeza conhece Lars Von Trier. Autor de filmes como Dogville e Dançando no Escuro, personagem recorrente nos pesadelos da cantora islandesa Bjork, o diretor dinamarquês, nos meados da década de 90, foi um dos idealizadores do movimento Dogma 95, que pregava realizar filmes de baixo orçamento com ênfase em roteiros realistas e não comerciais. Essa vertente cinematográfica tinha algumas regras que segundo os próprios criadores foram escritas em 45 minutos, provavelmente em uma mesa do Habib's, esperando um pedido um pouco mais demorado. Logo se vê que a idéia não foi muito ponderada. Entre as regras, figura a de nunca usar audio que não seja capturado em cena e só filmar em locações, regras que foram quebradas em TODOS os filmes de sucesso do próprio Lars. Mas divago. Por fora, nosso amigo cineasta independente parece um gordinho comum, quieto, com aparência que remete até mesmo a de um ursinho bonitinho. Mas olha o que ele faz com você se irritá-lo:


Occupations - short film by Lars von Trier
by vahea


Bom, esse sujeito doente (e que se auto-proclama o melhor diretor do mundo) recentemente lançou um filme bem light chamado Anticristo, que causou uma grande polêmica internacional por estrear algumas cenas com crianças mortas, genitais mutiladas e animais em estado de putrefação. Qual não foi a minha surpresa ao ver que uma adaptação em forma de videogame estava sendo produzida pela própria empresa do Lars, a Zentropa.

Um filme para toda a família.

Segundo o diretor do jogo, Morten Iversen, que foi o roteirista da série Hitman, outro jogo mui violento, o game se chamará Eden e será uma espécie de jogo de horror em primeira pessoa. Acho a proposta interessante. Jogos em primeira pessoa são aqueles que te ligam mais diretamente ao seu avatar no jogo, e por isso podem causar um medo maior ainda. Segundo Iversen, o próprio Von Trier é um jogador inveterado de games, e é viciado na série Alone in the Dark. Isso denota uma pré-adolescência e jovem vida adulta privada de sexo e recheada de noites de sábado solitárias e frias jogando survival horrors no seu playstation, algo que eu já desconfiava desde o primeiro filme que eu vi do Lars. Mas divago novamente.

O diretor revelou que o jogo será uma espécie de Myst sombrio (jogo em que você tinha que resolver enigmas em uma ilha estranha e descobria uma história subjetiva que podia ter três finais possíveis). Vai sair somente em formato de download nas redes xbox live, playstation network e steam, do PC. Ainda não foi anunciada uma data de lançamento.

Acho interessante a idéia de adaptar um filme tão controverso. Jogos de horror psicológico tem seu expoente na série Silent Hill (cujos iterações interativas são bem mais pesadas e perturbadoras do que o filme de holywood) mas diretores independentes já fizeram alguns jogos bem perturbadores. Me lembro de baixar um mod de Half Life, o sucesso de tiro em primeira pessoa para PC, onde você acordava em uma sala sozinho, com amnésia e com uma sede dos infernos (o avatar do personagem enchia o saco se você não bebesse logo). Vertendo o primeiro copo de água à mão, você nota no espelho à frente do personagem que o seu avatar estava completamente ensanguentado, e logo após adentrava o quarto uma pessoa ensandecida que lhe descia o pau (literalmente) enquanto tudo que você podia fazer era fugir pela porta aberta se perguntando porque diabos aquilo estava acontecendo. Fugindo de outros malucos armados de canos e pernamancas, meu personagem já mancando, chorando e com a visão turva conseguiu se esconder em um closet, somente para perceber que lá era um depósito de cadáveres. Nesse momento eu desliguei o jogo, porque eu tinha 12 anos e ainda ia pra igreja e acreditava que jogar mais 5 minutos daquele jogo era assinar uma passagem só de ida para o inferno. E eu também tava com um medo dos diabos. Era bem tenso. Acho que se o jogo do Lars for nessa linha pode acertar na mão.

Não gosto muito do Dogma 95 (na verdade não conheço, mas a idéia não me agrada) mas gosto muito dos filmes "comerciais" do Lars, então torço para que o jogo dê certo e para que jogos mais maduros surjam depois de um provável sucesso inicial.

Quarta-feira, Junho 10, 2009

Shi no Numa

O Call of Duty: World at War, também conhecido como COD5, não superou o Modern Warfare, mas trouxe algumas coisinhas bacanas, como dublagem de atores famosos de holywood (Gary Oldman e Kiefer Sutherland, Comissário Gordon e Jack Bauer respectivamente) e o ambiente da Segunda Guerra, que na minha opinião, é melhor do que qualquer Iraque da vida.

Mas a adiçao mais legal do jogo era uma fase onde você supostamente caía de avião perto de um edifício abandonado e tinha que sobreviver a uma horda de zumbis nazistas enlouquecidos (sim, eu disse isso mesmo).

Chamado Nacht der Untoten (Noite dos Mortos, em Alemão) você contava somente com algumas poucas armas disponíveis e o apoio de sua equipe, que poderia estar do seu lado fisicamente ou pela internet. A sençasão de desespero era grande no jogo:


"Ótimo, agora além de nazistas zumbis enlouquecidos nos temos nazistas zumbis enlouquecidos EM CHAMAS atrás da gente... Obrigado, Fred!"

Então, eles lançaram vários dessas fases doidas de zumbis por DLC, mas agora lançaram uma que me deu frio na espinha. Saca:


"Kamikazes que não morrem! Estamos fodidos Fred!"

Seu já tinha medo dos Kamikazes japoneses vivos do jogo, imagina os que não morrem. Meldels.